Quinta-feira, 15 de Março de 2007
Quintus Horatius Flaccus

ou Quinto Horácio Flaco ou simplesmente Horácio

 

Venúsia, 66 a. C. - Roma, 8 a. C.

 

 

Poeta latino. Após a sua educação em Roma e Atenas, Horácio passa uns anos azarentos até que pode gozar, como Virgílio, da proteção de Mecenas, que lhe oferece uma casa de campo onde vive livre de cuidados.

Horácio é o grande inovador da poesia latina, na qual introduz novos critérios métricos e uma concepção original dos quatro gêneros que cultiva: os Epodos, as sátiras, as odes e as epístolas.

Nas Sátiras, o cuidado formal é mais importante que os temas, muito variados: relatos de viagens, descrição de um banquete ridículo, retrato de uma pessoa vagarosa, etc. Nos Epodos, parecidos com as Sátiras, inclui-se uma das obras-primas de Horácio, o Beatus ille, canto à vida tranqüila do campo.

As Odes são a sua obra-prima. Os temas que nelas trata, muito simples, são a expressão lírica da própria vida: o amor (e especialmente a amizade), a beleza da natureza (independentemente da sua utilidade), os prazeres quotidianos, a passagem do tempo, a iniludível chegada da morte… Horácio tem consciência de criar um lirismo novo que lega às gerações futuras, pois escreve: «Levantei um monumento mais duradouro que o bronze.»

As Epístolas, cartas em verso, são também peças poéticas, se bem que nelas predomine a reflexão sobre o lirismo. A mais conhecida é a Arte Poética, em que expõe uma série de conselhos para a criação literária.

 

eheu! fugaces labuntur anni - Ai de nós! os anos correm céleres.

Expressão amargurada do poeta Horácio sobre a brevidade da vida.

 

exegi monumentum aere perennius Erigi - um monumento mais perene que o bronze.

Verso da Ode III de Horácio, referindo-se à própria obra literária.

 

est modus in rebus - Há um limite nas coisas.

Frase com que Horácio aconselha a moderação em tudo.

 

emunctae naris - De nariz limpo.

Expressão de Horácio Sátiras, I, 4-8. Indica pessoa consciente, que sabe o que quer.

 

Epicuri de grege porcum - Porco do rebanho de Epicuro.

Epigrama de Horácio, que assim se classificava, escarnecendo da moral rígida pregada pelos estóicos. Designa hoje o materialista gozador da vida.

 

Aetas: carpe diem, quam minimum credula poster

Voa: aproveita o dia presente, confia pouco no amanhã”! (Odes: I-19; Horacio)



publicado por quatroventos às 00:01
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