Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007
falar de sexo...


"A política esta tão repulsiva que vou falar de sexo.
Outro dia a Adriane Galisteu deu uma entrevista
dizendo que os homens não
querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais.
E isto mesmo.
Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha?
As mulheres não são
mais para amar; nem para comer. São para "ver".
Que nos prometem elas,
com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível,
um orgasmo metafísico, para o
qual os homens não estão preparados...
As mulheres dançam frenéticas na TV,
com bundas cada vez mais malhadas,
com seios imensos, girando em cima de garrafas,
enquanto os pênis-expectadores se sentem
apavorados e murchos diante de tanta gostosura.
Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador".
Essas fêmeas pós-industriais
foram fabricadas pelo desejo dos homens ou,
melhor, pelo desejo que eles gostariam de ter
ou, melhor ainda,
pelo poder fálico que as mulheres pensam que os homens possuem.
O modelo da mulher de hoje,
que nossas filhas almejam ser,
é a prostituta transcendental, a
mulher-robô, a "Valentina", a "barbarela",
a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor
com um hiperatômico tesão.

Antigamente, a prostituta era dócil e te servia.

O homem pagava para ela "não" existir.                                    
Hoje,
a cortesã moderna "existe" demais.
Diante delas, todos se arriscam a brochar,
apesar de desejá-las como nunca.
Brochura que advem diante
destas deusas não e por moral ou culpa;
e por impossibilidade técnica.
Quem se atreve a cair nas engrenagens destes "liquidificadores"?
Que parceiros estão
sendo criados para estas pós-mulheres?
Não os há.
Os "malhados",
os turbinados"
geralmente são bofes-gay,
filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou.
Ou, então,
reprodutores como o Szafir, para o Robô-Xuxa.
A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode,
parece "libertar" as mulheres.
Ilusão à toa.
A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso:
superobjetos.
Se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas
esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro.
São escravas aparentemente
alforriadas numa grande senzala sem grades.

Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são areia demais para qualquer caminhão.
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece
os homens que trabalham mais e ganham
menos, tem medo de perder o emprego, vivem nervosos
e fragilizados com seus pintinhos
trêmulos, cadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente,
puxando sacos, lambendo
botas, engolindo sapos, sem o antigo charme
"jamesbondiano" dos anos 60.
No sexo


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publicado por quatroventos às 03:11
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